Conforme explicou em entrevista ao Giro do Boi na quinta-feira, dia 13 de fevereiro, Alexandre Zadra, quanto mais sangue europeu tem o bovino, mais exigente ele é em relação à alimentação. E embora ele também responda mais rápido à nutrição intensiva, é dever do pecuarista estar programado para esta aceleração do ciclo. No quadro “Zadra Responde” que foi no dia 14, o especialista respondeu pergunta sobre o tema.

Pergunta:

Qual é a diferença entre o Brangus ⅝ e o ½ sangue Angus x Nelore. Roberto – Itatiba (SP).

Resposta:

Sabemos que para um animal sobreviver bem a pasto no trópico, o ideal é que ele seja meio-sangue de raças europeias, no máximo. Portanto, quando você tem sua propriedade de São Paulo para cima do país, no Centro e Norte do Brasil, um animal meio-sangue Angus X Nelore tem um pelo curto e vai muito bem sem precisar de suplementação. Se você criar um animal mais que meio-sangue de raças europeias, como um Brangus, que é ⅝ europeu, o ideal é a gente dar um capricho na comida.

Ele é um animal um pouco mais exigente, um animal de metabolismo um pouco mais alto, ok? Esta é a grande diferença. Um animal que sobrevive melhor no pasto seria um até meio-sangue de raças europeias.

Mas no caso de o produtor já ter um sistema de recria e/ou engorda mais intensivo, animais com ⅝ de sangue taurino, europeu, podem responder bem. “Você teria para um maior metabolismo, o confinamento, uma caprichada na suplementação, alimentação caprichada. Aí o Brangus responde muito bem. […] É um animal que, depois da desmama, você tem que ter um caprichozinho e ele vai perdendo pelo conforme os verões.

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