No dia 12 de julho, durante o quadro “Zadra Responde” do programa Giro do Boi, no Canal Rural, Alexandre Zadra explicou quais os critérios de cruzamentos ideais para obter o melhor desempenho em regiões de clima quente e úmido. Confira:

Pergunta:

Como extrair o melhor do cruzamento industrial em regiões quentes e úmidas? Fabrício Ribeiro – Itaituba (PA).

Resposta:

animal tem que ser adaptado à sua região, ou seja, ele tem que ser, no máximo, meio-sangue de raças do frio, ou seja, no máximo meio-sangue europeu quando falamos em matrizes. E se você for fazer um cruzamento terminal, pode ter um pouquinho mais de sangue europeu, mas aí logo depois da desmama você tem que caprichar na recria. Basicamente a gente leva em consideração isso.

É importante o grau de sangue das matrizes do plantel em uma fazenda no Pará. As fêmeas que vão criar na sua fazenda podem ser, no máximo, meio-sangue europeias. Nesse caso, se você tiver matrizes zebuínas, você pode usar uma raça europeia e ela vai muito bem. As raças maternas que você pode usar são o Angus, o Hereford, o Simental, mesmo o Pardo-Suíço de corte, que são raças muito boas para fazer uma fêmea criadeira aí para Itaituba, no Pará. A gente sabe do calor que faz aí, então você vai fazer um gado adaptado, uma fêmea muito boa para fazer um tricross sobre ela.

Se você for usar essa meio-sangue, você pode usar um bimestiço sobre ela, como CanchimBrangusBrafordSanta Gertrudis ou mesmos os africanos, os adaptados, como BonsmaraCaracu e Senepol.

Você tem que ter sempre animal de pelo curto como matriz. E se você tiver um pouquinho mais de europeu depois no seu gado, ele tem que receber comida suficiente, suplementação a pasto logo depois da desmama para poder expressar o potencial dele.