Na última semana de agosto, o zootecnista Alexandre Zadra participou do Giro do Boi para responder uma série de dúvidas sobre cruzamento industrial, mas o volume de perguntas foi tanto que não foi possível tirar as dúvidas da maior parte dos telespectadores. Por isso, o especialista voltou ao programa para atender mais criadores em nova sessão de perguntas e respostas, que pode ser conferida a seguir:

– Em vacas F1 Angus x Nelore, qual o melhor touro a ser usado em IATF? Já usei o Brangus e o Senepol e os bezerros saíram pequenos. (Criador em Vitorino Freire-MA)

Zadra: “Depende de indivíduos. Como eu sempre digo, a gente sempre tem que saber usar os indivíduos de cada raça. A diferença entre indivíduos é maior do que as diferenças entre raças em sua maioria. A gente tem touros da mesma raça que gera bezerros com 50 kg a mais com um ano de idade na comparação com outro touro dentro da mesma raça, tanto que quando a equipe da Genex indica, não indica só a raça, a gente indica qual o touro ideal para usar para aquele sistema, de acordo com as suas matrizes e o mercado que você vai atender. Nesse caso, ele deve ter usado um Brangus talvez de menor porte, um Brangus de uma linhagem que não seja americana, e pode ter dado pequeno. O Senepol, por ser uma raça com biotipo britânico, se usar numa F1 Angus, por exemplo, vai dar um animal precoce, que é buscado por muitos. […] Eu sempre digo que o Senepol no Zebu costuma fazer um bom boi porque no Zebu ele é como o Angus. O Angus e o Senepol são mais ou menos iguais porque eles vão bem na Zebu, aí você faz um animal numa carcaça ideal para o frigorífico. Mas se ele quiser um animal maior, de repente um Caracu ou um Santa Gertrudis, aí ele vai fazer um animal mais pesado”.

– Qual raça taurina devo usar em regiões de montanha? Minha área de pasto é 95% morrada. Acompanhando o programa e me interessei em trabalhar com produção de bezerros F1. Para isso, já tenho as novilhas mestiças e preciso saber qual touro PO devo adquirir para cobri-las a pasto. (Leonardo Piana, de Marechal Floriano-ES)

Zadra: “O que ele tiver perto dele, seja Senepol, Bonsmara ou Caracu, os três vão muito bem. Se tiver bimestiço também, que seja adaptado, um Canchim, um Santa Gertrudis ou um Braford, Brangus, se ele tiver essas raças à disposição, ótimo. A minha opção particular no primeiro cruzamento, para a gente fazer um F1 taurino, eu recomendo que seja um taurino adaptado. Depois a gente entraria com os bimestiços para dar um choque de sangue e fazer um tricross. Primeiramente eu usaria um Senepol, Bonsmara ou Caracu”.

– Tenho uma vacada Nelore e minha pecuária é extensiva, com monta a campo. Estou com vontade de colocar touro Canchim nessa vacada. Seria uma boa opção? (José Carlos, de Macaé-RJ)

Zadra: “Eu recomendo, sim. O Canchim é um mestiço feito no Brasil com Nelore, é ⅜ zebuíno e ele cobre muito bem a campo, fazendo um fêmea branca, ou aquele baia, amarelinha, 11/16 Zebu. E aí ela é muito adaptada, ele tem o pelo curto e é uma boa fêmea. Eu mesmo tenho algumas lá em casa que eu comprei, essas 11/16 azebuadas, que são filhas de Canchim. Elas emprenharam bem e desmamam um bezerro bem pesado”.

– Touro Hereford vai bem em vacas Brangus? (Olides da Rocha, de Santa Rita, no departamento do Alto Paraná, no Paraguai)

Zadra: “Vai muito bem, mas lembrando que a depender do clima. Se você tem um verão que na parte noturna você tem uma temperatura abaixo de 22º C ou 23º C, ou seja, você desliga ventilador, desliga ar condicionado e coloca um lençol, naquele friozinho no verão noturno, você até pode usar um europeu no seu gado. Porque lembrando que se você usar F1 europeu, como você está falando sobre Hereford no seu gado Brangus, você vai fazer um animal bem europeuzado e vai ter pelo e não tem um conforto térmico para o calor tropical. Se você puder usar o bimestiço das raças, é melhor. Braford sobre o Brangus ou mesmo usar um Santa Gertrudis ou um Canchim, um bimestiço diferente do que você tem aí é melhor porque ele é mais adaptado ao calor”.

– Começamos um cruzamento industrial utilizando fêmeas Tabapuã e touro Brangus. O produto é F1 (meio-sangue) ou já é tricross? Outra coisa: é melhor vender as fêmeas para abate ou segurar e emprenhar com Zebu? (Rodrigo Pivari, de Juiz de Fora-MG)

Zadra: “Essa matriz é uma fêmea 11/16 Zebu, ela é uma F1. Quando a gente fala F1, é cruzamento de duas raças. Ele usou um Brangus numa Tabapuã, ou seja, são duas raças, então é o primeiro cruzamento. O primeiro cruzamento de duas raças se chama F1. Depois, se você entrar com uma terceira raça, é o tricross. Esse tricross, ou você usa um bimestiço novamente em cima, seja Braford, Canchim ou Santa Gertrudis, ou um adaptado. Um africano, tipo o Bonsmara, ou Caracu ou Senepol sobre essa fêmea 11/16 que você vai gerar heterose com adaptabilidade e uma carne muito macia. Principalmente se você usar os taurinos adaptados, como Bonsmara, Senepol ou Caracu”.

– Gostaria de saber as vantagens e desvantagens de se colocar touro Sindi em novilhas Nelores e de colocar touro Senepol em vacas de terceira cria. (Manoel Moreno, de Monte Sião-MG)

Zadra: “O Sindi em vaca zebuína você gera heterose porque são raças diferentes. No entanto, a heterose é pequena. A vantagem é porque ele é super adaptado, 100% tropical, é muito boa a fêmea e produz um animal muito bom, mas ele perde um pouquinho em termos de desempenho quando você compara com o uso do europeu nessa zebuína. A vantagem do Senepol no Zebu, que é o que ele também pergunta, é porque você está gerando heterose e o Senepol cobre bem a campo, no calor, e vai fazer um F1 taurino que tem carne macia, tem um pouco mais de precocidade sexual e é um boi pesado”.

– Qual resultado esperar do cruzamento de touro Piemontês em vacas Senepol, Caracu e F1 Simental x Nelore? (Daniel Nasser, de Belo Horizonte-MG)

Zadra: “O Piemontês, como raça europeia, mesmo que seja dos mais adaptados dos europeus – porque é um italiano da pele preta e do pelo branco, praticamente é como se fosse um Zebu em termos de pele, a pele e o pelo de um Nelore – ele ainda é europeu. Então quando você joga ele num animal meio-sangue europeu, você vai fazer um ¾ europeu, que é um pouco mais exigente. Então o ideal do Piemontês é jogar num animal 100% tropical. Na meio-sangue Simental x Nelore, vai dar ¾ europeu, ¾ do frio, então vai sofrer um pouco mais, é um animal que sai da desmama e precisa ir direto para o cocho. O Piemontês na Caracu ou na Senepol, aí sim, você vai gerar heterose e os filhos, além de heterose, terão o pelo zero, serão adaptados ao seu clima. Muito bom esse cruzamento com animais tropicais”.

– Tenho vacas Charolês PO e pretendo fazer cruzamento com touro Brahman, mas me falaram que esse cruzamento produz bezerros muito grandes e as vacas têm dificuldade para parir. Gostaria de saber se dá um bom resultado esse cruzamento […] e se as vacas Charolês tem dificuldade para parir de Brahman? (Alexandro Mylena, de Lapa-PR)

Zadra: “A vacada Charolês de grande porte […] pode receber um zebuíno que não vai ter problema. Lógico que a gente sempre procura Zebu de parto fácil para usar sobre novilhas europeias, ou novilhas que não têm cupim, as taurinizadas, como eu chamo. Então no seu caso, se forem charolesas puras, se foram novilhotas, pequenininhas, novilhas de 14 meses que você vai enxertar, procure usar zebuínos de parto fácil. Isso é a melhor coisa que você faz. Se for vaca adulta não tem tanto problema. […] A vaca já não tem mais tanto problema porque ela tem abertura cervical suficiente”.

– Minha vacada é Gir e meio-sangue Girolando e quero produzir bezerros para corte e novilhas F1 que eu possa utilizar no futuro como matrizes. É uma boa estratégia? Em caso afirmativo, que raça seria interessante: Angus, Senepol, Canchim ou Nelore? (Fábio Moraes, de São José do Rio Pardo-SP)

Zadra: “Nas Gir, ele pode usar um europeu. Então ele pode usar o Angus ou mesmo o Canchim. Nas cruzadas, o Canchim vai bem e a gente vai pegar os animais mais adaptados nas cruzadas, seja o Senepol, o Caracu ou Canchim”.

– Tenho novilhas e o pai dessas novilhas é um Braford meio-sangue. O mesmo é fruto de uma inseminação de Braford em uma vaca Nelore pura, nasceu um belo touro. Minha pergunta é: se eu inseminar nessa novilha sêmen da raça Braford, eu vou obter um touro de qualidade? (Thiago Bento, de Mirandópolis-SP)

Zadra: “Isso não é touro. Touro vem de um programa de melhoramento, é um animal que traz uma pureza maior, ele tem genes daquela raça que se transmitem na maioria da sua progênie. Isso é raça. O animal se torna um touro quando na maioria entram realmente as características intrínsecas daquela raça. O Braford ⅝ europeu ⅜ Zebu já vem sendo selecionado, cruzado com matrizes ⅝ há muitas gerações, o que faz com que ele tenha consistência genética e transmita as características inerentes à raça para a maioria da sua progênie como padronização. Mas, nesse caso, não é touro, então a gente recomenda que não seja usado como um touro”.

– Qual seria a melhor raça de gado para cruzar com o Nelore para o nosso estado do Ceará? Mais rústica e sintética? (Paulo Sérgio, de Araçoiaba-CE)

Zadra: “Como sintético vai bem o Santa Gertrudis e o Canchim. Se ele conseguir um Braford ou Brangus adaptado para lá, ele precisa dar um pouquinho de comida para os touros conseguirem cobrir bem, ter sombra e água. Mas se ele quiser tranquilidade e extensivamente usar touro, eu recomendo que ele use Senepol, Caracu ou Bonsmara”.

– Qual a melhor raça para o estado do Amazonas? Precisamos pensar em um cruzamento para que possamos ter uma raça de leite e uma raça de corte adaptadas em nossa região. (Lurdiane Braz de Figueiredo e Amanda Lima, produtoras no Amazonas)

Zadra: “Não seria exatamente uma dupla aptidão, mas um animal que você possa aproveitar fêmea e macho seria de duas raças: o Pardo-Suíço e o Simental. Simental eu falo do Fleckvieh e o Pardo-Suíço como Braunvieh. […] O macho vai ser muito pesado e uma fêmea vai conseguir tirar leite. Se tiver uma parte Guzerá, melhor ainda, porque aí ajuda muito a fazer um macho pesado e uma fêmea boa de leite. […] A gente mantém um meio sangue e não tem problema”.

– Sou criador de Red Poll PO em Vacaria-RS. […] A raça promove heterozigose muito superior aos sintéticos. Será que o zootecnista (Zadra) gosta deste animal? (anônimo)

Zadra: “Eu conheci o Red Poll, sim, mais a fundo quando eu estive na Inglaterra, […] e é muito boa a raça. É uma base para inúmeras raças mochas, inclusive ela formou o Senepol, formou também o Pitangueira. O Bonsmara, não, ele não é formado com Red Poll. Mas ela é uma raça inglesa muito boa no tocante à precocidade. Excelente!”.

– Temos uma propriedade em Itapira, interior de São Paulo, onde temos vacas comerciais Nelore. Fazemos inseminação com Angus e gostaríamos de ter um touro para repasse a campo. Qual raça seria recomendada para que possamos criar um bom rebanho? Quais as vantagens e desvantagens de raças como Brangus, Braford, Bonsmara? Nossa região tem relevo inclinado. (André de Almeida Pinto)

Zadra: Vai dar certo. Os três têm o mesmo metabolismo, os três são touros que têm um pelinho e no verão perdem pelo. Mas é bom você dar uma suplementação alimentar a campo, que tenha sombra, que tenha água para de dia eles se protegerem. A maioria vai cobrir a noite. Agora a questão é que quando você usa algum bimestiço sobre a Zebu, você vai fazer um animal 11/16 Zebu, ou seja, muito adaptado de pelo zero. Se você usar o Bonsmara no seu Zebu, você vai fazer um F1 legítimo taurino, com carne macia, um animal que pode entrar nos programas de carne de qualidade, e com o mesmo pelo zero que você teria em relação ao cruzamento dos bimestiços na Zebu. Então eu recomendo como primeira opção o Bonsmara ou outro taurino adaptado, que seja Caracu ou Senepol, aí depois você também pode usar Canchim, Braford, Brangus e Santa Gertrudis como segunda opção”.

– Tenho propriedade numa região semiárida, muito quente e muito rústica. Tenho acasalamento de Nelore com Senepol. Estou em dúvida sobre o que usar sobre essas meio-sangue: Bonsmara ou Caracu? Qual tem menos problemas de parto? Qual tem melhor acabamento de carcaça? (Guilherme Maldonado, de Cocos-BA)

Zadra: “Nessa F1, você jogando um taurino, Caracu ou Bonsmara, não é para ter problema de parto, não. Qualquer um dos dois é espetacular. Você faz um tricross de altíssima qualidade, super adaptado. O Caracu, que é tropical, numa meio-sangue Senepol x Nelore, que é 100% tropical, você fará um 100% tropical. […] O Bonsmara, que eu consigo com um metabolismo de ⅝, você vai fazer um animal também muito adaptado, porque ele é um taurino adaptado ao calor. Então é espetacular esse cruzamento, pode usar, vai firme!”.

– Devo substituir minhas fêmeas aneloradas pelas fêmeas da raça Canchim? É boa essa troca? Quero obter melhores bezerros. Tenho touros das raças Senepol, Bonsmara, Braford e Nelore. Minha dúvida é se devo substituir as vacas pela Canchim por serem melhores mães, mais dóceis e se gerarão um bezerro melhor. (Marcelo Gaia, com propriedade em Carolina-MA)

Zadra: “Quando ele fala Canchim, deve cruzamento de Canchim com Nelore. Deve ser aquela palha, que tem um cupinzinho. Nessa fêmea, você use um taurino adaptado que vai ser melhor, você vai fazer um animal com mais carne macia, com mais heterose. Então, se você usar um Senepol, um Bonsmara ou um Caracu sobre essa fêmea canchinzada, você vai fazer um animal de pelo zero com heterose máxima, que é o que a gente sempre busca”.

– Crio gado Pantaneiro e gostaria de saber se o Nelore é uma boa opção para melhorar a cobertura, pois são animais com grande deposição e gordura visceral, marmoreio interessante, mas pouca cobertura. Só para lembrar, o bovino Pantaneiro esteve em risco de extinção, é uma raça nativa fruto de gado vindo da Espanha, que entrou no Brasil pelo Paraguai, e gado português vindo do litoral. Embora com 400 anos de Brasil, nunca foi selecionado e hoje se busca conhecer duas linhagens, de leite e corte. (Marcus Antônio Ruiz, do Vale do Ariranha, município de Guia Lopes da Laguna-MS)

Zadra: “Quando você usar o Nelore, todo zebuíno tem uma maior capa de gordura em relação ao peso dele. Então quando a gente compara com um F1 taurino e um zebuíno puro, a gente sabe que o zebuíno, no mesmo peso que um F1, vai ter um pouco mais de gordura. Então Nelore é uma opção para você colocar um pouquinho melhor o acabamento. Você vai perder um pouco de precocidade sexual, mas de todo modo ele vai ter uma carcaça muito boa porque o Nelore melhorou muito”.

– Quais seriam as melhores opções de touro para usar a pasto numa propriedade pequena? Tenho vacas mestiças comuns, com várias raças compostas, incluindo sangue Nelore, Girolando, Caracu, um pouco de Angus e Simental no meio, e etc. A finalidade é gerar bezerros de corte. A região, apesar de quente, conta com uma pequena área bem arborizada de cinco alqueires com 40 vacas. Atualmente tenho um touro Nelore PO que me deu problema com partos difíceis, mesmo em vacas multíparas. (Alexandre Oliveira Cecin, de Barretos-SP)

Zadra: “Talvez ele tenha comprado touro que tenha um biotipo mais antigo, um biotipo de pista, um animal muito grande, que vai gerar bezerro grande, com um alto desenvolvimento ponderal nesses Nelore um pouco maiores. Então pode ter sido esse o problema. No entanto, os problemas que a gente encontra de parto, de distocia, é sobre novilhinha F1, que não tem cupim. Se você tem novilhinha F1 que não tem cupim, utilize um bimestiço ou um taurino adaptado sobre ela na primeira cruza para não ter problema. Depois, se você quiser usar Zebu, vai bem. Agora o Nelore sobre essas matrizes cruzadas suas vai fazer um gado anelorado de primeira qualidade, fêmeas que vão entrar no cio com 18 meses e machos muito pesados à desmama, excelente resultado, desde que não haja problema de parto”.

– Estou pensando em utilizar touros Angus, Devon, Charolês ou Hereford para cobertura a campo nas minhas F1 Senepol x Nelore. Quais as diferenças no produto final, visando conciliar animais com peso e bom aproveitamento de carcaça, além de rusticidade e habilidade materna? Lembrando que aqui o clima é de bastante amplitude térmica, variando do frio da Serra Gaúcha no inverno ao calor de 35°C no verão, com bom volume de chuvas para as pastagens. (Ricardo Rodrigues, de Caxias do Sul-RS)

Zadra: Está no caminho certo. O Nelore com Senepol eu chamo de biotipo britânico, como se fosse uma meio-sangue Angus, só que sem pelo, 100% tropical. Então o ideal é você jogar raças de maior porte para que a gente tenha um animal um pouco maior. O Simental vai muito bem nesse gado. Se você quiser fazer um cruzamento terminal, o Charolês também vai muito bem nesse gado. Dê preferência para essas raças de maior porte. Se você for usar um britânico, um Angus ou Hereford, eu sugiro que você pegue touros com DEP de altura em alta e de alto desenvolvimento ponderal para que não fique um animal de pequeno porte”.

– Comecei a cruzar algumas matrizes Nelore com Angus. Vai bem esse cruzamento aqui nessa região? (Nilton Augusto, de Cotegipe-BA)

Zadra: “Vai muito bem. O Angus casa muito bem com o Zebu. Então é espetacular, ele faz a carcaça que o frigorífico quer e faz uma fêmea que entra no cio muito novinha. Então aproveite essa chance que a fêmea te dá, que eu chamo de Rainha da Pecuária, como eu apelidei a F1 Angus. O Nelore é a majestade, como o Ricardo Abreu fala, com todo o louvor que o Nelore merece, mas eu apelidei a F1 Angus de Rainha da Pecuária porque se você quiser fazer um animal de carne macia, você faz, ou se quiser tirar uma cria, ela emprenha cedo. Ela é espetacular. Então faça esse cruzamento que ela vai muito bem”.

– Pergunta que chegou via Whatsapp, de um produtor que tem matrizes Nelore e quer decidir entre o cruzamento com Senepol ou Brangus. (Marcos Augusto de Souza, de Uberlândia-MG)

Zadra: “As raças vão muito bem. A matriz ideal para o Senepol, que eu sempre falo e o pessoal do Senepol sabe disso, é a matriz que o Brasil tem, que é a Zebu, que tem uma fisiologia diferenciada. O Brangus nesse gado também vai muito bem, vai fazer aquela 11/16 Zebu super adaptada e um animal preto, na sua maioria, que tem um mercado fabuloso hoje também”.

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