A pergunta foi enviada pelo criador Renato Martoni, de Cachoeira Alta (GO) ao quadro Zadra Responde no programa Giro do Boi da última quarta-feira, dia 27.

Sobre essas matrizes, ele está usando genética Nelore e Brangus na inseminação. “Estou no caminho certo usando Nelore com Nelore para fazer base e Brangus nas F1?”, perguntou o pecuarista.

Confira a resposta de Alexandre Zadra:

“Quando você pergunta se está no caminho certo ao usar Nelore sobre Nelore no seu rebanho e nas F1 Simental x Nelore ou Angus x Nelore utilizar o Brangus, você está correto. Siga essa linha.

A escolha é certa mesmo com o clima desafiador.  Mesmo fazendo muito calor em Goiás, no primeiro verão esse tricross de Brangus ou de bimestiços nas F1, que dá um pelo ao nascimento, já perde um pouco de pelo. Principalmente se estiver bem alimentado, ele perde o pelo. Então esse tricross de Brangus em F1 é de muito boa qualidade.

RAINHA DA PECUÁRIA

Se eu fosse você, eu utilizaria um pouco também de Angus ou de Black Simental numa parte das suas zebuínas, sejam Nelore ou Guzonel, para fazer a reposição de F1. Isso porque essa F1 entra no cio muito cedo e ela é o grande trunfo da pecuária moderna hoje.

A F1 Angus, eu a apelidei de Rainha da Pecuária porque tanto ela faz carne de qualidade para o consumidor mais exigente e para os frigoríficos que têm carne premium. Elas podem ser abatidas depois de uma cria ainda com um preço excepcional, um preço muito bom, diferenciado de fêmea. Depois de uma cria, essa F1 recebe preço de macho.

Então eu aproveitaria e utilizaria Angus ou Black Simental sobre uma parte das suas zebuínas. Eu tiraria, no mínimo, uma cria, até duas, para que elas fiquem bem pesadas para o abate. E aí você faria o tricross, seja com Brangus, seja com outro bimestiço, ok? Você vai ter um ótimo resultado.

Confira o vídeo completo da resposta: